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Contra aquecimento, Nasa propõe meios para "esfriar" a Terra

Uma ação abrangente para combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem reduziria o aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050, indica um novo estudo liderado pela Nasa (agência espacial americana).

Quase todas as medidas necessárias para isso, dizem os cientistas, teriam seus custos compensados ao evitar gastos em saúde pública e na agricultura.

Segundo o trabalho, publicado na revista "Science", se o planeta adotar 14 medidas contra essas substâncias (leia mais abaixo), combateria a mudança climática, evitaria mortes por doenças respiratórias e aumentaria a produtividade agrícola.

O documento inclui propostas que vão desde a substituição de fornos a carvão --grande fonte de poluição em países pobres-- até o controle do vazamento de metano em poços de petróleo.

Combater a emissão desse gás, que também é subproduto da agropecuária, ajudaria os próprios produtores rurais, porque o metano estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, prejudicando a respiração das plantas.

A produção mundial de alimentos teria um incremento de 30 milhões a 130 milhões de toneladas se o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente por meio do combate ao metano.

"As colheitas seriam o fator do qual países como o Brasil mais se beneficiariam", disse à Folha Drew Shindell, do Instituto Goddard, da Nasa, que liderou o trabalho.

"Em países como China e Índia, o principal benefício seria na saúde pública, porque o problema de poluição por fuligem é muito maior lá."

Diplomacia

Segundo Shindell, como a maior parte dos países que tendem a se beneficiar são também grandes emissores de fuligem e metano, uma política eficaz não iria requerer um acordo internacional como aquele que o planeta está buscando contra o CO2 (dióxido de carbono), principal vilão do aquecimento global.

"No caso do combate a essas outras substâncias, temos mais chance de progresso se ele for implementado por ações locais", diz o cientista.

"Iniciativas globais, porém, podem estimular ações locais, como o financiamento de bancos de desenvolvimento para alguns projetos."

Mesmo não tendo potencial de aquecimento no longo prazo, a fuligem contribui para a mudança climática, sobretudo quando se acumula sobre a neve e o gelo em regiões frias. De cor escura, ela atrapalha a capacidade da água congelada de refletir radiação para fora da Terra.

Já o metano é o gás-estufa mais forte, apesar de não ser o mais abundante.

O combate a esses dois poluentes, porém, não serviria como compensação para o atraso do planeta em reduzir as emissões de carbono.

"Se adiarmos mais o acordo do clima, mesmo acabando com todo o metano e a fuligem, veríamos um enorme aumento no aquecimento, causado só pelo CO2, na segunda metade do século."

Contra o Metano

1. Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão

2. Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo

3. Reduzir vazamentos em gasodutos

4. Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa

5. Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações

6. Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco

7. Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas

Contra a Fuligem

1. Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais

2. Instalar filtros especiais nos veículos a diesel

3. Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre

4. Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa

5. Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás

6. Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes

7. Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes

FONTE: GARCIA, R. Contra aquecimento, Nasa propõe meios para "esfriar" a Terra. Washington: Folha Online, 2012. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1033909-contra-aquecimento-nasa-propoe-meios-para-esfriar-a-terra.shtml>. Acesso em: 13 jan. 2012.

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Projeto brasileiro traçará retrato 3D de tempestades


Esmiuçar as nuvens por dentro, medindo as gotas de chuva, o granizo e entendendo como os raios se formam, é o trabalho diário de um grupo de pesquisa brasileiro.

Desdobramento a médio e longo prazo desse esforço, que vai até 2014: tornar mais confiável a previsão das tempestades que assolam o país.

Além de mapear as chuvas mais violentas, os pesquisadores também investigam por que os raios tendem a aparecer em maior quantidade em determinadas regiões.

Tridimensional

"Temos equipamentos, como sensores e câmeras filmadoras, que estão acompanhando em tempo real as descargas elétricas. Temos um retrato 3D dos raios", diz Carlos Augusto Morales Rodrigues, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

No futuro, diz o pesquisador, que integra a equipe do Projeto Chuva (como é conhecido o grupo que está "escaneando" as nuvens), será possível montar um eficiente sistema de alerta contra descargas elétricas.

O mesmo raciocínio vale para a questão das tempestades. O grupo já fez campanhas de medições nas regiões de Alcântara (MA), Fortaleza (CE) e Belém (PA).

"O objetivo é fazer uma espécie de banco de dados com as informações coletadas dentro das nuvens desses locais", diz Rodrigues.

Essas informações, depois, vão alimentar os modelos matemáticos usados pelos meteorologistas para refinar a previsão do tempo no país.

"Estamos terminando também as medições na região do Vale do Paraíba", diz Luiz Augusto Toledo Machado, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e coordenador do Projeto Chuva, o qual vai fazer mais três campanhas para coleta de dados.

Rumo ao Sul 

"Em 2012, vamos para Santa Maria (RS) e, nos anos seguintes, para Brasília e Manaus", diz Machado. O projeto termina em 2014. Ele vai custar cerca de R$ 1,5 milhão, contando com verbas estaduais e federais.

No caso específico da campanha de campo em andamento na região do Vale do Paraíba e litoral norte de São Paulo, as medições que estão sendo feitas já ajudam, em tempo real, a Defesa Civil de cidades como São José dos Campos (interior de SP).

"É possível saber onde está chovendo e onde, por exemplo, existe um acúmulo significativo de chuva", diz Machado, para quem o sistema de alerta está se comportando bem até agora.

É possível saber, também, a partir da rede de sensores espalhados pela região, onde estão caindo muitos raios e para onde os núcleos de tempestade vão se deslocar na meia hora seguinte.

No entanto, ainda que em cinco ou dez anos a previsão do tempo no Brasil possa ser mais precisa, em parte por causa dos dados do Projeto Chuva, o avanço pode ser menor do que o esperado se uma rede de radares não estiver olhando com mais frequência para o território nacional.

"Hoje, temos apenas 24 radares que cobrem o país", afirma Rodrigues.

Fonte: GERAQUE, E. Projeto brasileiro traçará retrato 3D de tempestades. São Paulo: Folha.com, 2011. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1027095-projeto-brasileiro-tracara-retrato-3d-de-tempestades.shtml>. Acesso em: 03 jan. 2012.

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Feliz 2012


A Empresa de Consultoria em Meio Ambiente e Projetos Agrários – Ecomapa Engenharia Ambiental – deseja a todos seus colaboradores, parceiros, clientes e fornecedores excelentes festas de Réveillon e um ótimo 2012!

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ECOMAPA participa da 1º Exposição Oportunidades Ambientais, Sustentabilidade, Emprego e Renda


O evento contou com a participação de mais de 65 expositores e cerca de 10 mil pessoas contemplaram a exposição.

A Ecomapa Engenharia Ambiental (Empresa de Consultoria em Meio Ambiente e Projetos Agrários) participou com grande êxito e satisfação da Semana Mundial do Meio Ambiente denominado Festival das Águas, que aconteceu de 2 a 5 de junho na Concha Acústica Brasília, promovida pelo Governo do Distrito Federal – por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Ibram), Companhia do Saneamento Ambiental (Caesb), Agência Reguladora de Águas, Saneamento e Energia do DF (Adasa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU), dentre outras Secretárias de Estado do Governo – apoiada pelo Governo Federal - representada pelos Ministérios do Meio Ambiente e o de Ciência e Tecnologia – e patrocinado pela Rede de Laboratórios Sabin, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae-DF) e a Rede Globo de Televisão.

O Ibram-DF selecionou por meio de concurso, dentre vários concorrentes como empresas e projetos que promovem a melhoria da qualidade ambiental, social e econômica, com geração de oportunidades e renda sustentável, para ocupar um espaço na 1º Exposição de Oportunidades Ambientais Sustentabilidade, Emprego e Renda.

A Ecomapa Engenharia Ambiental foi uma das empresas selecionadas, com o principal tema na vivência e experiência em oportunidades nas áreas de Empreendedorismo, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia e Engenharia do Meio Ambiente, sendo esse um grande avanço para a empresa. Ao apresentar seu portfólio de trabalhos e projetos voltados para a responsabilidade sócio-ambiental, em um lugar de alta visibilidade, com a exposição para mais de 40 autoridades dos Governos Federal e Distrital e diversas empresas e projetos na área ambiental, foi possível fomentar e ampliar a rede de contatos da empresa, parcerias e oportunidades de negócios que promovem a sustentabilidade.

Ao ser apoiada, na 1º Exposição de Oportunidades Ambientais Sustentabilidade, Emprego e Renda, a Ecomapa Engenharia Ambiental também levou a imagem dos seus parceiros que possibilitam o sucesso de seus negócios. Os parceiros da Ecomapa são: a Incubadora Tecnológica de Empresas e Cooperativas da Universidade Católica de Brasília (Itec/UCB); a Universidade Católica de Brasília (UCB); e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae-DF).

Para maiores informações do evento estão disponíveis abaixo os links de divulgação e notícia:

http://www.ibram.df.gov.br/003/00301015.asp?ttCD_CHAVE=153145

http://www.ibram.df.gov.br/003/00301015.asp?ttCD_CHAVE=153109

http://www.ibram.df.gov.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=152758

http://www.ibram.df.gov.br/sites/400/406/00003303.pdf

http://www.ucb.br/Eventos/2/2084/EcomapaParticiparaDa1ExposicaoOportunidadesAmbientais/

Foto demonstrada acima: à esquerda o Sócio-Diretor da Ecomapa Engenharia Ambiental Eng. Gilson Eneas, ao centro o Diretor-Presidente do Ibram-DF Dr. Moacir Bueno e à direita o Sócio-Diretor da Ecomapa Engenharia Ambiental Eng. Willem Barbosa.

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Para Marina, Aldo faz acusações para tirar foco do debate sobre Código Florestal

Acompanhada de deputados do Partido Verde e representantes da sociedade civil, a ex-senadora Marina Silva (PV-AC) respondeu nessa quinta-feira, dia 12, às acusações contra seu marido, o técnico agrícola Fábio Vaz de Lima, feitas pelo relator do projeto de mudanças no Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

“O que o deputado Aldo tenta fazer é dar sequência a uma onda detratora contra mim para desviar o foco de debate das ações criminosas que querem promover contra nossas florestas. O relator deveria resguardar sua posição de imparcialidade, frente aos interesses dos setores mais conservadores do agronegócio e até de algumas tribunas da imprensa que consideram irrelevante a defesa da preservação dos nossos recursos naturais”, afirmou Marina.

“Quem fraudou o contrabando de madeira foi o marido de Marina Silva”, acusou Aldo, após se referir à manifestação da ex-candidata à Presidência da República no Twitter sobre as alterações promovidas pelo relator no texto do novo Código Florestal e apresentado em Plenário na hora da votação durante a noite da quarta-feira, dia 11.

“Estou no plenário da Câmara. Aldo Rebelo apresentou um novo texto, com novas pegadinhas, minutos antes da votação. Como pode ser votado?!”, disse Marina no microblog. O questionamento foi endossado pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), que, na tribuna, expôs seu descontentamento com a iniciativa do colega do PCdoB de não seguir o que havia sido combinado com as lideranças partidárias e o Palácio do Planalto.

“Depois que recebemos esse texto, o próprio deputado Aldo Rebelo disse que o texto havia sido modificado. Alguns líderes tiveram conhecimento dessas modificações, mas eu não. Tal fato me desobriga de votar em algo que não tive conhecimento”, disse o deputado Paulo Teixeira, ressaltando ainda trecho alterado sem sua anuência.

Sobre a declaração do deputado do PC do B de que teria evitado o depoimento de Vaz de Lima na Câmara, a ex-senadora declarou: “Nunca pedi nada a ele, quando exercia a liderança do governo na Câmara. Não lhe devo favor nenhum. Na época, eu, como ministra do Meio Ambiente, levei ao seu conhecimento apenas as informações corretas sobre a atuação do meu marido, uma vez que, desde 1999, ele não tinha vínculos com o Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA), que é uma rede de 430 entidades de todos os Estados da Amazônia. Só isso servia para desqualificar a suspeita, já que as denúncias apócrifas referem-se ao ano de 2003. Ainda alertei-o de que as acusações eram retaliações dos descontentes com as correções de rota que eu promovera à frente do Ministério”.

As denúncias apócrifas, por fim encaminhadas ao Tribunal de Contas da União (TCU), colocavam sob suspeita a doação à Fase, uma das entidades vinculadas à GTA. Ocorre que Fábio Vaz de Lima nunca teve qualquer relação com a Fase. E, como já dito, desde 1999 estava desvinculado da GTA.

Importante esclarecer que aquela foi a primeira vez que o Ministério do Meio Ambiente firmava convênio com uma entidade da sociedade civil, a Fase, para dar destinação ao mogno apreendido na gestão anterior. O convênio foi aprovado pelo Ministério Público e chancelado por um juiz federal, pois a apreensão estava ajuizada. Com os recursos obtidos com a comercialização da madeira foi criado um fundo fiduciário que, até hoje, apoia projetos socioambientais na Amazônia, beneficiando as comunidades em que a madeira foi extraída ilegalmente. A comprovação da correta destinação dos recursos foi transparente e conta com o acompanhamento do Ministério Público Federal.

Marina reafirmou ainda que seu marido, Fábio Vaz de Lima, não teve seu nome citado em nenhuma etapa do processo de averiguação dessa doação. Disse ainda que todo o processo foi acompanhado pelo MP e que, por se tratar de uma iniciativa inédita em relação à madeira apreendida, o TCU apresentou recomendações para aperfeiçoá-lo.

Por fim, a ex-senadora concluiu: “De cabeça erguida, com a consciência tranquila, diante de Deus e dos homems, não vamos permitir que isso seja uma cortina de fumaça para sair do debate que interessa, que são os retrocessos promovidos na legislação ambiental brasileira”.

FONTE: Blog da Marina Silva. Para Marina, Aldo faz acusações para tirar foco do debate sobre Código Florestal. Disponível em:http://www.minhamarina.org.br/blog/2011/05/para-marina-aldo-faz-acusacoes-para-tirar-foco-do-debate-sobre-codigo-florestal/. Acesso em: 13 mai. 2011.

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